"Deixai-os; são guias cegos; ora, se um cego guiar outro cego, ambos cairão no barranco" (Mateus
15:14).
Já ouvimos muito falar da senhora idosa, num canto da rua, confusa e hesitante na tentativa de fazer a travessia
diante de um tráfego intenso. Temerosa, ela não conseguia sair do lugar. Finalmente apareceu um cavalheiro que, tocando-a, perguntou se
poderia atravessar a rua com ela. Alegre e muito agradecida, a senhora tomou seu braço e juntos partiram em direção ao
lado oposto. Foi então que ela começou a ficar mais apavorada ao ver que o cavalheiro ziguezagueava pelo meio da rua enquanto
buzinas soavam e freios eram acionados com motoristas dizendo palavras ofensivas. Quando finalmente chegaram ao outro lado, ela, furiosa, lhe
disse: "Você quase nos matou. Você caminha como se fosse cego!" "Mas eu sou. Foi por isso que lhe perguntei se poderia atravessar
junto com a senhora."
Em muitas ocasiões nos encontramos aflitos e temerosos diante de situações
difíceis e, aparentemente, sem solução. Ficamos fragilizados e hesitantes e, quando aparece alguém propondo uma saída,
logo abraçamos a nova possibilidade sem o cuidado de verificar se estamos trilhando terra firme ou nos dirigindo a um precipício.
Isso acontece muito em relação à nossa vida espiritual. Na hora do desespero, embarcamos na primeira canoa
à nossa frente, sem reparar que, na maioria das vezes, está furada e nos levará ainda mais para o fundo. O único caminho certo
em toda e qualquer circunstância é o Senhor Jesus. Tanto na dor como na alegria, podemos sentir seus braços nos sustentando e nos
conduzindo em perfeita segurança.
"Torre forte é o nome do Senhor; para ela corre o justo, e está
seguro" (Provérbios 18:10).
Paulo
Barbosa
Um cego na Internet
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Quase oito anos
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