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PRODUÇÃO DA BÍBLIA AINDA NÃO ATENDE A DEMANDA

 

Produção da Bíblia ainda não atende a demanda
Secretário da SBB diz que produção anual não atende demanda



Por Robson Morais e Vinícius Cintra - Redação  Creio



Na última semana a Sociedade Bíblica do Brasil (SBB) comemorou a marca  de 100 milhões de Bíblias produzidas. O número apesar de importante esconde um  outro fato: a produção ainda é insuficiente e não atende ao número de  evangélicos no Brasil. A informação foi dada pelo Secretário de comunicação da  entidade, Erni Seibert. Para atender a tiragem teria que ser duplicada

Em entrevista ao CREIO, Seibert detalhou em números a produção de  Bíblias em território nacional, produção essa que ocupa o topo nos números das  Sociedades Bíblicas mundo afora. Por ano, cerca de seis milhões de exemplares  são impressos pela entidade brasileira, dos quais 20% são exportados para mais  de 100 países nos cinco continentes. Um quinto de toda a produção das  Sociedades Bíblicas estrangeiras (30 milhões) e o dobro do que se produzia há  seis anos.

Mas se produz tanto, por que afirmar que o número é insuficiente?  Seibert explica: “Ter uma Bíblia, em primeiro lugar, não significa lê-la. Em  segundo, se pegarmos o número de habitantes no Brasil (cerca de 190 milhões,  segundo IBGE), vemos que a demanda é muito maior do que podemos atender, mesmo  com o crescimento de nosso trabalho”.

Seibert calcula que, para que cada brasileiro tenha uma Bíblia aos  quinze anos de idade, será preciso uma quantidade mínima de 12 milhões de  exemplares produzidos em um ano. O desafio não é fácil, e pode se tornar ainda  mais complicado. Estima-se que a quantidade de evangélicos no Brasil chegue a  109 milhões de pessoas até 2020, projeção que já dá sinais de certa se levados  em conta os números de 2010 divulgados pelo Instituo Brasileiro de Geografia  Estatística (IBGE): 19% de toda a população nacional.

De cara, uma produção eficiente não seria impossível se houvessem mais  editoras produzindo Bíblias no Brasil. Para Seibert, o projeto esbarra no  interesse comercial. Na região Norte do Brasil, por exemplo, não há um trabalho  de produção forte e Seibert aponta a razão: “O eixo Sudeste/Sul é mais  vantajoso e prático, do ponto de vista empresarial. Nos últimos dez anos,  muitas editoras de Bíblias fecharam as portas por não obterem o retorno  esperado e outras preferem não arriscar em regiões afastadas” explica, ao destacar  a postura da SBB nestas mesmas regiões ‘menos interessantes’. “Não somos uma  editora, somos uma entidade. Por isso trabalhamos e investimos em lugares que  não dão lucro. Nossa proposta é diferente”.

Com a marca de 100 milhões de Bíblias impressas, Seibert diz estar  motivado a aumentar a produção anual da SBB, que deve ficar em torno de sete  milhões nos próximos anos, aumentando inclusive a produção de exemplares  segmentados como a ‘Bíblia da mulher’ e a ‘Bíblia do surfista’. “A segmentação  é importante, a partir do momento em que se reconhece uma necessidade de  fazê-la” finaliza.





Fonte : Portal Creio

http:// www. creio.com.br